Plano de saúde com coparticipação vale a pena?


Plano com coparticipação é aquele em que você paga uma mensalidade menor e, em troca, contribui com um valor a cada procedimento utilizado. A dúvida é sempre a mesma: no fim do ano, sai mais barato ou mais caro? A resposta depende de quanto você usa o plano, e dá para estimar isso com poucos números.
Como a coparticipação é cobrada
Na prática, a operadora cobra um percentual ou um valor fixo por evento. Consultas e exames simples costumam ter valores baixos e fixos. Exames de imagem e terapias podem ter percentual sobre o custo. Internações eletivas, quando têm coparticipação, seguem um limite definido em contrato. A cobrança aparece no boleto do mês seguinte ao uso.
Quando compensa
Compensa para quem usa o plano poucas vezes por ano e quer principalmente a segurança de internações, cirurgias e emergências. Nesse perfil, a economia mensal costuma superar o que você paga nos poucos atendimentos que faz. Também costuma compensar para jovens saudáveis e para empresas que querem reduzir o uso desnecessário da rede.
Quando não compensa
Não compensa para quem faz acompanhamento contínuo, sessões regulares de terapia, fisioterapia ou fonoaudiologia, e para famílias com crianças pequenas que vão ao pediatra com frequência. Nesses casos, a soma das coparticipações pode passar a diferença de mensalidade em poucos meses.
Faça a conta antes de assinar
Some quantas consultas e exames a família fez nos últimos doze meses. Multiplique pelo valor de coparticipação informado na proposta. Compare esse total com doze vezes a diferença de mensalidade entre o plano com e sem coparticipação. O resultado costuma resolver a dúvida em minutos.
O que verificar no contrato
Peça a tabela de coparticipação por tipo de procedimento, confirme se há teto mensal, e cheque se internação e pronto-socorro entram na cobrança. Esses três pontos explicam a maior parte das surpresas no boleto.
