Plano de saúde empresarial para CNPJ e MEI: como funciona


Quem tem CNPJ costuma pagar menos por plano de saúde do que quem contrata na modalidade individual, com a mesma rede de hospitais. Esse é o principal motivo pelo qual o plano empresarial, conhecido como PME, se tornou a porta de entrada mais usada no Brasil. Neste guia explicamos quem pode contratar, o que é exigido, quais são as vantagens reais e onde estão os riscos.
Quem pode contratar um plano de saúde empresarial
Pode contratar qualquer pessoa jurídica ativa, incluindo microempreendedor individual, sociedade limitada, empresário individual e, em várias operadoras, também profissionais com registro em conselho de classe. O número mínimo de vidas varia: parte das operadoras aceita a partir de duas vidas e algumas aceitam MEI com uma única vida, geralmente pedindo comprovação adicional.
Os documentos costumam ser o cartão CNPJ, o contrato social ou certificado de MEI, documento de identidade dos titulares e, em algumas operadoras, comprovação de vínculo dos dependentes e um comprovante de atividade da empresa. O processo de análise costuma ser rápido quando a documentação está completa.
As vantagens reais em relação ao plano individual
A primeira vantagem é o preço. Pelo fato de o risco ser distribuído entre um grupo, a tabela empresarial costuma ser mais barata do que a individual para a mesma operadora e a mesma rede. A diferença tende a ser mais expressiva nas faixas etárias mais altas.
A segunda vantagem são as carências. Muitas operadoras oferecem redução ou isenção de carência em contratos empresariais, principalmente quando há um número maior de vidas ou quando existe plano anterior que permita aproveitamento de carências, a chamada compra de carência.
A terceira vantagem é a flexibilidade: é possível incluir sócios, funcionários e dependentes, montar combinações de planos diferentes no mesmo contrato e ajustar a acomodação de acordo com o orçamento de cada grupo.
Os pontos de atenção antes de assinar
O reajuste anual do contrato coletivo não segue o limite aplicado aos planos individuais. Ele é negociado entre a operadora e a empresa contratante, com base na sinistralidade, ou seja, no quanto o grupo utilizou o plano. Em contratos pequenos, um único caso de alto custo pode elevar bastante o reajuste do ano seguinte.
Contratos coletivos também podem ser rescindidos pela operadora ao fim da vigência anual, mediante aviso prévio, o que não acontece no plano individual. Por isso vale escolher operadoras sólidas e evitar produtos criados apenas para ganhar mercado com preço baixo no primeiro ano.
Outro ponto é a manutenção do CNPJ ativo. Se a empresa for baixada ou ficar irregular, o contrato pode ser cancelado. Para quem abriu o CNPJ apenas para contratar o plano, isso é um risco concreto que precisa ser considerado.
Como escolher a melhor opção para a sua empresa
Comece listando quem entrará no plano e a idade de cada pessoa, porque o custo total depende disso. Em seguida defina os hospitais e laboratórios indispensáveis e a abrangência necessária. Só depois compare tabelas, sempre no mesmo padrão de acomodação e com e sem coparticipação.
Se o grupo tem perfil jovem e usa pouco o plano, o modelo com coparticipação tende a reduzir bastante a mensalidade. Se há pessoas em tratamento contínuo ou crianças pequenas, o modelo sem coparticipação costuma dar mais previsibilidade ao orçamento.
Próximo passo
Cada operadora aplica regras próprias de vidas mínimas, documentos e redução de carência. Para saber exatamente quais aceitam o seu perfil de CNPJ na sua cidade, converse com um dos nossos consultores pelo chat do site. A comparação é gratuita e você recebe as opções disponíveis para a sua região, sem compromisso.
