Reajuste de plano de saúde: por que sobe e o que dá para fazer


Quase todo beneficiário passa pela mesma experiência: o boleto chega mais alto e não fica claro o motivo. Na maioria das vezes, o aumento vem de um destes dois mecanismos, ou dos dois no mesmo ano.
Reajuste anual
É aplicado uma vez por ano, no mês de aniversário do contrato. Em planos individuais e familiares, existe um teto definido pelo órgão regulador. Em planos coletivos, empresariais ou por adesão, o percentual é negociado entre a operadora e a pessoa jurídica contratante, com base na sinistralidade do grupo, ou seja, no quanto aquele grupo usou o plano.
Reajuste por faixa etária
Acontece quando o beneficiário muda de faixa de idade. São dez faixas, e o aumento pode ser expressivo em algumas delas. Esse reajuste é independente do anual, e os dois podem cair no mesmo ano, o que explica saltos grandes na mensalidade.
Por que o coletivo às vezes sobe mais
Como o reajuste coletivo depende do uso do grupo, contratos pequenos com poucas vidas podem sofrer percentuais altos se alguém do grupo teve um ano de uso intenso. Contratos com muitas vidas tendem a ter variação mais suave.
O que fazer quando a mensalidade aperta
Antes de cancelar, avalie três saídas: migrar para um produto mais econômico da mesma operadora, fazer portabilidade de carência para outra operadora com plano compatível, ou ajustar a acomodação e a abrangência geográfica. Cancelar sem alternativa costuma sair mais caro, porque um novo contrato recomeça todas as carências.
Confira se o reajuste foi aplicado corretamente
Peça a memória de cálculo à operadora. Verifique o mês de aniversário do contrato, o percentual aplicado e se houve mudança de faixa etária no período. Erros acontecem, e a correção costuma ser retroativa.
